O Código Da Vinci – ficção, mistério e conspiração

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O Código de Da Vinci é um romance ficcional, repleto de enigmas, mistérios e teorias da conspiração, que rapidamente se tornou um dos livros mais vendidos de todos os tempos.

Título original: The Da Vinci Code
Ano da edição original: 2003
Autor: Dan Brown
Editora: Bertrand Editora

A história desenrola-se em França, na atualidade. O enredo tem início em Paris, no fascinante Museu do Louvre, onde foi assassinado um velho conservador do museu. Uma vez que a cena do crime apresenta um enigma indecifrável para todos os que o tentaram decifrar, torna-se necessário convocar um especialista em símbolos e história para analisar o local do crime, o norte-americano Robert Langdon. Na tentativa de decifrar o difícil enigma, Langdon associa-se a Sophie Neveu, uma criptologista francesa, e, juntos, acabam por descobrir um conjunto de pistas inscritas nas obras de Leonardo da Vinci e que o homicídio está relacionado com o Priorado do Sião, tecendo-se uma densa teia de conspirações. Esta organização secreta, fundada em 1099, que tinha como objetivo a proteção do Santo Graal, um segredo de extraordinária importância sobre a vida de Jesus Cristo, terá tido como líderes e membros ao logo da história, individualidades como Guillaume de Gisors (1266-1307),  Isaac Newton (1691–1727), Sandro Botticelli (1483–1510),  Leonardo Da Vinci (1510–1519) e Victor Hugo (1844–1885).
Nesta obra de ficção, o segredo, aqui enquanto conceito, é ameaçado pela Opus Dei, uma organização de caráter religioso que quer preservar a História do Cristianismo exatamente como é conhecida na atualidade, num contexto de intriga e conspiração. A trama desenvolve-se assim com a disputa entre a Opus Dei e o Priorado do Sião, numa aventura que leva os protagonistas até Inglaterra para resolverem o mistério.

Dan Brown decide escrever este romance de ficção na sequência dos estudos em história de arte, que realizou em Sevilha, Espanha, onde teve uma clara perceção da potencialidade que os mistérios escondidos por Da Vinci nas suas obras, teriam para uma obra desta natureza.
No início do livro, o autor afiança que as suas descrições das obras de arte, das características dos edifícios, dos documentos e dos rituais secretos são reais e factuais, assim como a existência do Priorado do Sião.
Atendendo ao seu grande sucesso, a obra foi adaptada para cinema e foi lançada em 2006, tendo sido protagonizada pelo ator Tom Hanks.

O obra levantou muitas questões relacionadas com a História do Cristianismo e a teologia, mas convém não perder a perspetiva de que se trata de um romance ficcional, não sendo, por isso, uma fonte fiável nessas matérias. Nesta medida, tanto o livro, como o filme, não foram bem recebidos pela Igreja Católica, bem como por outras correntes religiosas que têm a sua base de criação no Cristianismo, no entanto, tal não foi impedimento para que as duas obras atingissem uma popularidade notável.

Avaliação

80% Intrigante!

É um romance cativante, que nos leva numa viagem vertiginosa repleta de mistério, intriga e teorias da conspiração. Pode não ser toda a verdade, pode ir para além da verdade, pode até ser um conjunto de mentiras, mas, na realidade, o que conta é que é uma obra notável que prende o leitor até à última página.

  • 80 %
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