A morte da Dália Negra – um mistério que perdura até hoje

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O enredo parece saído de um filme, um verdadeiro thriller.
O culpado nunca foi encontrado e o caso permanece aberto até hoje. O homicídio da Dália Negra é, sem qualquer dúvida, o mais famoso homicídio que algum dia aconteceu em Hollywood.

A infância da Dália Negra

Elizabeth Short, a Dália Negra, nasceu em Boston, a 29 de Julho de 1924. A sua infância não foi fácil, com apenas 5 anos o seu pai, Cleo Short, abandonou a família à sua sorte. A mãe, Phoebe Short, arranjou trabalho e a família mudou-se para um modesto apartamento, onde subsistiam com alguns apoios sociais.

Desde cedo que Elizabeth demonstrou afinidade pelo cinema, sentimento que foi crescendo com o passar dos anos. Na sua adolescência, estava determinada em tornar-se famosa.

A mudança para Los Angeles

Em meados dos anos 40, Elizabeth mudou-se para Los Angeles com o sonho de se tornar actriz. Para se sustentar ia trabalhando como empregada de balcão, mas nunca mantinha esses trabalhos durante muito tempo. Preferia dormir e divertir-se, algo natural para uma rapariga com 20 anos. Short era uma rapariga bonita, que personificava o ideal de beleza dos anos 40.

Olhos azuis penetrantes, cabelo negro, cintura vincada e pele de porcelana. Sempre impecavelmente arranjada, muitas vezes passava fome para poder comprar roupa nova. Os homens achavam-na irresistível, ela sabia-o e muitas vezes tirava partido disso.

A morte

Na manhã de 15 de Janeiro de 1947, Elizabeth Short foi encontrada morta no cruzamento da 39th Street e Norton Avenue em Leimart Park, Los Angeles.

Página do jornal “Los Angeles Examiner” de January 17, 1947, com a notícia sobre a morte da Dália Negra

(Primeira página do “Los Angeles Examiner” de January 17, 1947)

O cenário era dantesco, a mulher que a encontrou mal conseguia falar. O corpo foi esquartejado, dividido em duas partes, os seus órgãos removidos e o seu sangue drenado. Eram evidentes as marcas de tortura no corpo, as facadas e as queimaduras de cigarro. O assassino dispôs o corpo cuidadosamente no chão, ainda que estando desmembrado, todas as partes foram colocadas na posição certa.

A polícia encontrou alguns sacos com vestígios de sangue, possivelmente utilizados para transportar o corpo até ao local. O caso rapidamente chegou à imprensa e assim surgiu o nome Dália Negra.

Foram inquiridos mais de vinte homens, supostos namorados de Elizabeth Short, mas nenhum foi considerado como suspeito viável. Apesar da imprensa a rotular como prostituta, foi provado que tal não era o caso. A falta de provas concretas e as testemunhas pouco credíveis, levaram a que o assassino nunca tenha sido encontrado.

Desenvolvimentos recentes

Em 2012 o caso voltou a surgir na imprensa, com notícias sobre uma nova investigação.
Um polícia reformado, Steve Hodel, alegou saber quem assassinou a Dália Negra. O culpado seria o seu próprio pai. Após a morte de Dr. George Hill Hodel em 1999, o seu filho Steve encontrou, no meio dos pertences, fotografias de Elizabeth Short. Esta descoberta instigou-o a investigar mais profundamente a vida do seu pai. Steve estava longe de adivinhar o que iria encontrar. O seu pai era na verdade uma figura excêntrica e capaz das maiores brutalidades.

Desde o início, George Hodel, foi considerado pela polícia como um dos suspeitos. O facto da investigação inicial ter concluído que o assassino seria alguém com formação médica e Hodel ser médico, tornaram-no num dos suspeitos principais. No entanto, todas as provas encontradas até hoje foram circunstanciais e, por esse motivo, a polícia nunca avançou com o processo.

O filme

Em 2006 saiu para os cinemas o filme Dália Negra, inspirado na história real.
O enredo focou-se mais no impacto que a morte da Dália Negra teve em Los Angeles, do que propriamente o crime em si.

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